Teatro Refleksion

Teatro Refleksion é uma parte importante do teatro infantil dinamarquês. O grupo esforça-se para produzir um teatro da melhor qualidade, e tem como característica usar bonecos e animações no palco.

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No espetáculo Criação, que o Refleksion vai apresentar no Brasil, eles criam através de luz, som e bonecos novos mundos cheios de desejos, perigos, fantasia e beleza. O espetáculo é todo especial, porque deixam as crianças refletirem sobre o que veem.

Muito do divertimento contemporâneo – não só pelas crianças, mas também pelas pessoas de todas as idades, ocorre num tempo excessivo, onde a absorção fica perdida. Refleksion consegue com Criação, fazer um espetáculo que diminui a velocidade, mas nunca a atividade de pensar.

Em setembro e outubro será possível ver Refleksion na Paideia Festival, no SESC Santo Amaro, em São Paulo, e no FIL – Festival Internacional Intercâmbio de Linguagens, no Rio de Janeiro.

Festival Paidéia: http://paideiabrasil.com.br/festival2015/2015/09/13/criacao-theater-reflektion-dinamarca/

FIL: http://www.fil.art.br/programacao/creation-dinamarca

APRILFESTIVAL: Mais do que um festival

Teatro infantil dinamarquês – parte II

Há dois anos, o Instituto Cultural da Dinamarca oferece excurões de pesquisas para brasileiros participarem do festival de abril. Uma brasileira do grupo deste ano foi Karen Acioly, diretora e criadora do FIL, Festival Internacional Intercâmbio de Linguagens, no Rio de Janeiro. Leia a experiência dela aqui:

Há dois anos, o Instituto Cultural da Dinamarca oferece excurões de pesquisas para brasileiros participarem do festival de abril. Uma brasileira do grupo deste ano foi Karen Acioly, diretora e criadora do FIL, Festival Internacional Intercâmbio de Linguagens, no Rio de Janeiro. Leia a experiência dela aqui:

“O que vimos foi bem mais do que um festival tradicional, só com shows em certos lugares; o envolvimento das escolas, praças, brinquedos e toda a cidade, que estava brincando e respirando teatro. Esse acolhimento das crianças dinamarquesas pelos adultos e pelo governo em si é um exemplo contundente. É o que se espera de um país cuja qualidade de vida nos encheu de esperança,” afirmou Karen.

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Sem controle, se faz mais qualidade

Karen também observou uma proposta que torna o festival dinamarquês diferente dos outros: Não há curadoria.
Para ela, essa estrutura “anarquista” faz com que a programação seja mais variada, devido a grande quantidade e diferentes tipos de eventos. Para esse ano eram esperados quase 100 grupos de teatro infanto-juvenil, com mais de 150 shows e 450 performances no geral.

“Todos os grupos de teatro daqui têm o direito de mostrar o que fazem, e o público escolhe o que deseja ver; a seleção é natural. E esse conceito é acolhido por toda a cidade,” disse Karen, que gostou da idéa de liberar as oportunidades aumentando o foco do festival.” Declarou Karen.

E o festival também tem um foco internacional, com o último fim de semana dedicado para shows internacionais e um “mesa redonda” em inglês para debater sobre o desenvolvimento do teatro infantil internacional. Este ano tiveram dois grupos de fora, um grupo de marionetas gigantes da Coreia e outro da Austrália, que levou uma cidade de caixas.

Viajando por bairros que não tem muito acesso ao teatro

O plano do festival é oferecer a oportunidade de ter teatro para crianças em locais que não têm muito acesso ao teatro. Então, há 40 anos a solução está em mudar o lugar continuamente:

“A cada ano uma cidade é escolhida para ser sede do festival, fazendo com que seja plantada suas sementes em diferentes lugares. Incentivando novos públicos e aquecendo o mercado de teatro no local. Também, desse jeito estão incluindo muitas cidades no festival infantil ao longo dos anos,” completou Karen.

Voltar para o Brasil e continuar o trabalho

Para a diretora do FIL, a viagem sem dúvidas é enriquecedora. Karen acha que outros profissionais deveriam viajar para ter a experiência e ver que lá é possíve viver do que faz, devido a uma economia que mescla o incentivo e apoio do governo e o fomento do mercado. Já aqui no Brasil, ela vai lutando para manter essa chama acesa.

“Aqui ainda temos que sensibilizar os gestores públicos a entender a importância desse trabalho. Estamos criando nossa rede de festivais, de agentes capacitadores e sensibilizadores. Se fazemos o que já fazemos com nada de estímulo, imagina quando conquistarmos adesões,” finalizou Karen Acioly.

IMG_7418Andrea Jabor e Karen Acioly

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Seis brasileiros no maior festival de teatro infantil do mundo

Pesquisa dos brasileiros – Parte I

Um grupo de profissionais brasileiros ligados a arte cênicas está na Dinamarca para realizar uma pesquisa sobre o teatro infantil e também para fazer um intercâmbio cultural. Leia abaixo sobre o festival e a primeira parte da viagem dos brasileiros.

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Está acontecendo na Dinamarca a 45º edição do Aprilfestival (Festival de Abril em português), o maior festival de teatro para jovens do mundo. Hoje, o Aprilfestival conta com mais de 100 companhias de teatro, e esse ano tem cerca de 800 perfomances, entre shows e eventos, durante uma semana. Além dos shows, tem aulas de origami com barcos de papel e um show onde as crianças ajudam criar uma cidade com caixas de papelão.

E na última terça-feira, seis diretores e atores brasileiros chegaram a Dinamarca para participar deste festival anual. Eles vão fazer pesquisas sobre a cultura e a tradição por trás do teatro dinamarquês e internacional. E as impressões iniciais foram boas:

‘’O Aprilfestival está invadindo todas as escolas públicas e praças do interior, com mais de 450 espetáculos, tudo gratuito e para todos, em baixo de sol e céu azul! É um privilégio ver que esta gente olha para seu povo e suas crianças de cabelo quase branco com tanto cuidado e afeto. Estou adorando muito estar aqui’’ afirma a coreógrafa Andrea Jabor, uma das brasileiras do grupo.

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Outra participante do grupo, a atriz e marionetista Sandra Vargas, achou o festival e sua forma de programação impressionantes, devido a ideia de ter todas as escolas da região recebendo espetáculos.

“Para nós foi muito interessante ver os shows nas escolas, você passa a entender o país e a sua forma de vida.  É uma forma de valorizar e fortalecer o teatro no país, o que permite uma formação de público desde pequeno,” disse Sandra.

A excursão é organizada pelo departamento brasileiro do Instituto Cultural da Dinamarca, e segundo a diretora do departamento, Maibrit Thomsen, que está os acompanhando, os brasileiros tem estado muito ansiosos com a viagem cultural ao país nórdico.

“Eles estão empolgados vendo o teatro infantil dinamarquês, conhecendo o povo local e com certeza se inspirando o máximo possível, tudo isso nesse curto período de tempo” disse Maibrit Thomsen.

Se você quiser saber mais sobre o Aprilfestival, acesse o site em inglês:http://www.info.aprilfestival.dk/

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sandra

Curso de dramaturgia infantojunvenil em São Paulo

No dia 22 de fevereiro, o dramaturgo dinamarquês Jesper Braestrup Karlsen chegará ao Brasil para realizar um curso de dramaturgia para cerca de 30 alunos na SP Escola de Teatro.

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Jesper é formado em drama para crianças e jovens, e ao longo dos anos vem escrevendo diversas peças do gênero. Ele venceu três vezes o prestigiado Danish Reumert Prize, duas vezes na categoria de melhor performance teatral de crianças e adolescentes, com a peça “Nikio and the big samurai” e “Hostage – A story in reality”. Desde 2012 ele é o presidente do Danish Playwrights Guild (Grêmio dos dramaturgos dinamarqueses).

As quatro semanas do curso terá como foco o teatro para crianças e jovens. Profissionais brasileiros estão percebendo o potencial do gênero e muita atenção está sendo dada para a Dinamarca, que é um dos países líderes no assunto, como a SP Escola de Teatro escreve em sua página. Ano passado, a escolar recebeu a visita de Peter Kirk, do Asterions Hus, e Peter Manscher, da Teatercentrum. Os dois vieram para o Brasil para participar em mesas de debates e conduzir workshops, como parte do projeto para crianças e jovens do Instituto Cultural da Dinamarca, o Canal Curumim.

Com a visita de Jesper B. Karlsen, esperamos que a parceria com a SP Escola de Teatro seja válida para os 30 estudantes de dramaturgia. Que  eles tenham uma experiência inspiradora  para poder desenvolver peças interessas, e  também esperamos estreitar as relações entre Brasil e Dinamarca nessa área.

As aulas vão acontecer de segunda a sexta, das 19h às 22h, entre os dias 23 de fevereiro e 18 de março.

Veja mais sobre a escola de teatro: http://www.spescoladeteatro.org.br/

4º edição do TIC começa nesta quinta-feira no Ceará

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Solte a sua imaginação, esse é o tema do TIC 2014. O Festival de Teatro Infantil do Ceará chega a sua 4º edição de 9 a 16 de outubro. Criado em 2011, O TIC promove novas formas de pensar e fazer a arte para a infância, com a proposta de quebrar velhos paradigmas e preconceitos em torno dessa linguagem que a perseguem há anos. Com programação gratuita, o evento deste ano acontecerá em Fortaleza, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (CDMAC), CAIXA Cultural Fortaleza, Sesc Senac Iracema, Passeio Público, Parque das Crianças , Vila da Artes e Porto Iracema das Artes, e em Sobral no Theatro São Paulo e Parque da Cidade.

Durante os oito dias do festival, artistas e companhias do Brasil e do exterior participam em diversos tipos de espetáculos como teatro, teatro de animação, teatro de miniatura, contação de história, dança, circo, entre outros. Fazem parte das atrações nacionais: Grupo Bagaceira de Teatro; Grupo N Infinito; Grupo Teatro Novo; Grupo Teatro Imaginarium; Bricoleiros Teatro de Bonecos; Cia Epidemia de Bonecos; Ângela Escudeiro; Edivaldo Batista; Paula Yemanjá; Costureiras de Histórias; todos do Ceará, e de São Paulo a companhia Paraladosanjos com o espetáculo circense “O imprevisível circo da lua”.

Já as companhias Internacionais são: Da Espanha; Cia Mons Dansa (“Momentari” – espetáculo de dança) e The Bag Lady Theater (“Bag Lad” – teatro de objetos). Da França; La Boîte à Sel (“Play” – espetáculo de teatro de objetos voltado para a primeira infância) e Areski (Vagabundo – Teatro de objetos). Da Itália; Peirotto e Pampaloni (“Antes tarde do que nunca” – espetáculo de clowns e música clássica). Além dessas atrações, o festival também receberá programadores que vêm para assistirem aos espetáculos. Esses convidados estarão na Roda da Conversa que acontece no dia 09 de outubro, às 19h30, no Auditório da Escola Porte Iracema das Artes.

Entre os convidados estão os dinamarqueses: Peter Kirk (Membro do Conselho Dinamarquês da  Assistej – International Association of Theater for Children and Young People e Diretor do Asterions Hus, onde desenvolve projetos artísticos e educativos na área de teatro e dança), Peter Mancher (Programador e coordenador internacional do Danish Children’s Theatre Festival – Festival de Teatro Infantil da Dinamarca).  E Karen Acioly (Diretora do FIL – Festival Internacional de Linguagens no Rio de Janeiro) e Lina Rosa (Diretora do Sesi Bonecos e do FITO – Festival Internacional de Teatro de Objetos, eventos itinerantes realizados no Brasil).

Confira toda a programação no site do Festival: http://festivaltic.com.br/

Dinamarqueses visitam festivais no Brasil

A 44º edição do Aprilfestival, que aconteceu no final do mês de março e inicio de abril de 2014, em Hostebro, na Dinamarca, teve a presença de quatro brasileiros – Lina Rosa Ferrer, Emídio Sanderson, Aglaia Pusch e Osiel Gomes – que foram para o país nórdico conhecer mais de perto sobre o teatro infantil.

E agora, chegou a vez dos dinamarqueses visitarem o Brasil. Os primeiros a chegarem foram o coreógrafo Thomas Eisenhardt que visitou alguns lugares no Rio de Janeiro, o diretor de teatro Peter Kirk  e Peter Manscher, os dois últimos participaram do VIII Festival Internacional Paidéia de Teatro para a Infância e Juventude: Uma Janela para a Utopia.

Peter Kirk participou de uma oficina na sexta-feira (27), na segunda (29), e da mesa de ‘Intercambio e Experiências’, no último domingo (28), que contou com a presença da diretora do Instituto Cultural da Dinamarca Maibrit Thomsen. Peter Manscher também participou da mesa, no dia 29, juntamente com Evaristo Martins de Azevedo (Brasil), Rogério Tarifa (Brasil), Lara Kugelmann (Alemanha) e Principio Attivo Teatro (Itália).

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A Mesa de Reflexão é um espaço em que artistas de diversas partes do mundo podem dividir com o público suas experiências de teatro para crianças. Além de exporem seus processos de criação, trocam experiências culturais de formação de crianças e jovens através da arte.

Uma excursão muito bem-sucedida no Aprilfestival

Quatro curadores e donos de festivais infantis no Brasil visitaram a 44ª edição do Aprilfestival em Holstebro, na Dinamarca, junto com Maibrit Thomsen, diretora do Instituto Cultural da Dinamarca no Rio de Janeiro. Os quatro tinham grandes expectativas sobre o teatro infantil dinamarquês, inclusive expectativas em relação à qualidade e à inovação. E todos ficaram mais que satisfeitos com o que viram no festival.

Da esquerda para a direita: Lina Rosa Ferrer, Emídio Sanderson, Aglaia Pusch e Osiel Gomes

Da esquerda para a direita: Lina Rosa Ferrer, Emídio Sanderson, Aglaia Pusch e Osiel Gomes

Os quatro estavam hospedados em Bed and Breakfasts, em casas no estilo dinamarquês, bem diferente do que se pode encontrar no Brasil. “Gostei da hospedagem numa casa típica dinamarquesa, num quarto no porão, muito bonitinho!”, conta Aglaia Pusch, do Festival Paideia em São Paulo. O programa internacional foi inaugurado com uma plataforma internacional com participantes do Brasil, China e da Coreia, onde os participantes tiveram a oportunidade de apresentar seus trabalhos e festivais.

Eles visitaram todos os cantos de Holstebro para assistir aos muitos espetáculos nos diferentes locais, e depois retornaram ao centro do festival, onde haviam várias atividades e onde poderam desfrutar dos “lunchboxes” do festival.  “Achei muito interessante a forma do festival, que todos os grupos dinamarqueses podem fazer parte voluntariamente, se apresentando nas escolas, em espaços alternativos e em teatros. Fiquei impressionada com a pontualidade, organização e com o envolvimento da comunidade da cidade, prefeitura e escolas no festival. E o trabalho voluntário de muitos idosos, com tanto carinho na comida, no café e nos teatros.” afirma Aglaia Pusch.

Além da organização, os espetáculos também impressionaram. Os participantes tinham um programa muito cheio, com 25 espetáculos em seis dias, já que um dos objetivos da viagem era achar espetáculos que seriam interessantes trazer para os festivais no Brasil. O programa, porém, não deixou os participantes sem fôlego: “Um dia fiquei impressionada em como me senti bem vendo seis espetáculos, um atrás do outro, e não cansar! Porque eram tão diferentes e de tão boa qualidade! Parabéns.”, completa Aglaia Pusch.

Já Lina Rosa Ferrer, criadora e dona de, entre outros, o festival Bonecos do Mundo em Recife, continua: “Foi uma experiência extraordinária em todos os aspectos: cultural, intelectual e existencial. Assistir aos espetáculos com estéticas e possibilidades tão variadas e inusitadas. Foi, sem dúvida, um catalizador de ideias para o futuro próximo”. Justamente a qualidade do teatro infantil dinamarquês foi algo de que todos os participantes esperavam muito, uma das qualidades são as crianças e os jovens que são levados a sério. Aglaia disse ter gostado muito da discussão sobre a importância das crianças assistirem teatro.

Para os participantes, o aspecto internacional também era muito importante, já que a viagem também tinha como objetivo criar possibilidades para um futuro intercâmbio de cultura e teatro. Com a plataforma internacional, o programa internacional e vários jantares, almoços e festas, existiam muitas possibilidades de fazer contato com os dinamarqueses e outros estrangeiros. “Gostei muito das oportunidades de encontrar muitas pessoas no jantar dos convidados, no jantar do grupo Batida, que achei muito carinhoso, na festa, aliás, a banda foi maravilhosa! No concerto da cantora belga e nos almoços”, conta Aglaia Pusch, que ainda termina dizendo que gostou muito de conhecer o trabalho de outros estrangeiros na mesa de debates.

Lina Rosa Ferrer também tinha muito foco nas possibilidades internacionais e conta: “Pude apresentar o trabalho que faço no Brasil para os dinamarqueses, chineses, noruegueses, japoneses, alemães, belgas… Artistas e pensadores de diversos países. Além de ter sido convidada para palestrar sobre o ‘Festival Bonecos do Mundo’ na África do Sul, na China e na Coreia. Selecionei espetáculos da Dinamarca lindos. Para quatro de meus projetos nas áreas da marionete, do teatro de objeto, do teatro em miniatura e do teatro para bebês”.

Somando tudo, a visita foi um grande sucesso. O objetivo era criar novos contatos, dar a oportunidade aos participantes de mostrarem seus trabalhos e deixá-los assistirem a vários espetáculos e conhecendo diferentes grupos que, talvez, tivessem interesse em vir para o Brasil, para se apresentarem, fazerem workshops e intercâmbio. Foi além da expectativa. Os participantes ficaram impressionados com o festival e estavam muito gratos de terem sido escolhidos-convidados pelo Instituto Cultural da Dinamarca no Rio de Janeiro. “Muito obrigada de nos fazer poder conhecer o teatro dinamarquês mais de perto, de conhecer este país tão lindo e pelo respeito grande com as crianças e jovens que senti em todos os lugares. Nossas portas estão abertas e queremos mais intercâmbio!”, finalizou Aglaia Pusch.

Emídio Sanderson e Osiel Gomes do festival TIC no Ceará contam: “A experiência no Aprilfestival foi maravilhosa. Tive a oportunidade de ver um panorama geral do teatro dinamarquês para crianças e jovens, afinal de contas foram mais de 20 espetáculos assistidos, perpassando por diferentes estilos, estéticas e dramaturgias. Acredito que essa experiência abriu as portas para um intercâmbio cultural entre o Ceará e a Dinamarca”. Lina Rosa Ferrer termina: “Tak, tak, tak! April Festival, quero fazer tudo de novo em 2015!”.

Madam Bach inaugura palco no VitaPark, em Odder

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A oficina de teatro Madam Bach, que já visitou o Brasil com seu maravilhoso espetáculo “Vento”, vai inaugurar seu novo palco com este mesmo show. Pernille Bach e Christian Schoeder têm muitas coisas para celebrar, e vão começar celebrando no dia 24 de maio, às 13h no VitaPark, em Odder, com entrada franca.

E muitas coisas boas estão mesmo acontecendo para a oficina de teatro Madam Bach. Eles chegaram ao número de 250 apresentações do espetáculo “Vento”, foram escolhidos para participar do projeto europeu “Small Size – Big Citizens” e logo vão começar a trabalhar com seu novo espetáculo “Verdensbilleder”, em português “Imagens do Mundo”.

Outro projeto importante, do qual estão participando, é o CICLO, um projeto envolvendo Dinamarca, Brasil, África do Sul e Rússia. Pernille e Christian foram escolhidos para trabalhar com as crianças das escolas Oester Starup e Skibet em Vejle, na Dinamarca. Eles vão tratar de assuntos como sustentabilidade, consumo e desperdício e o meio ambiente. Juntos, vão fazer várias esculturas de gelo, e formar um pequeno espetáculo misturado com uma exposição sobre como o consumo exagerado estraga nosso planeta.

Antes de congelar as águas, formando as esculturas, as crianças vão colocar alguma embalagem ou algum lixo que trouxeram de casa e um poema ou uma palavra que escolheram, e que acham importante em relação ao assunto. A água será congelada, e durante o espetáculo final, as esculturas vão derretendo devagar. Assim, no final, somente vai restar as embalagens, as palavras e os poemas para deixar a plateia pensando. As apresentações acontecerão na escola Oester Starup dia 13 de maio e no MariaParken dia 15 de maio.

Leia mais sobre o que acontece com o projeto CICLO aqui no Rio, aqui: http://br.cicloarts.net/wp-content/uploads/2014/04/Projeto-de-Ciclo-no-Rio-de-Janeiro.pdf

Aprilfestival acontece na Dinamarca entre os dias 30 de março e 6 de abril

O Festival de Abril – Aprilfestival – é o mais antigo da Dinamarca, foi realizado pela primeira vez em 1971, ano em que 15 teatros participaram e apresentaram 25 shows diferentes. O Aprilfestival é o maior festival de teatro Infanto-juvenil do mundo e recebe anualmente mais de 100 companhias teatrais, 150 produções e 650 apresentações.

Para poder apresentar suas produções no festival, é necessário a companhia teatral estar no “Caderno Vermelho”, ou seja, que faça parte do sistema de reembolso do governo. Saiba mais sobre o sistema aqui: canalcurumim.brazildenmark.org/?p=329.

Este ano, vai acontecer a 44ª edição do festival, e esperam-se em torno de 30 convidados do exterior, três deles brasileiros: Lina Rosa Aliança, Aglaia Pusch e Emídio Sanderson, todos muito conhecidos e respeitados por seus trabalhos no mundo do teatro infantil brasileiro. Os três estão muito animados e querem saber mais sobre teatro infantil dinamarquês e, ao mesmo tempo, querem ver se há grupos que teriam interesse de vir para o Brasil, para fazerem apresentações, intercâmbio profissional e debates.

E os três podem oferecer as melhores condições para este intercâmbio. Lina Rosa Aliança é  diretora e curadora do SESI Bonecos, o maior festival do Brasil de teatro infantil de marionetes. Desde 2004, o festival tem recebido convidados de 145 países. Aglaia Pusch é a diretora da Paidéia. Uma Janela para a Utopia, um festival internacional de teatro infantil, que a cada ano convidam brasileiros e estrangeiros para assistirem o teatro infantil de alta qualidade, tudo isso em São Paulo. Emídio Sanderson é o diretor do Festival TIC, que acontece no Ceará, o evento reúne artes plásticas, circo, contação de histórias, dança, mágica, teatro de animação e teatro de rua e faz tudo virar objeto dramático na semana do festival.

Leia sobre os três grandes festival nos sites:

» www.sesibonecos.com.br

» www.paideiabrasil.com.br

» www.festivaltic.com.br


Também no ano passado, três brasileiros foram convidados ao Aprilfestival, o que resultou na visita de dois grupos dinamarqueses no Brasil; Teater Refleksion e Teaterværkstedet Madam Bach. Os dois se apresentaram em São Paulo e no Rio de Janeiro, em ambos os lugares com muito sucesso! Além das apresentações, fizeram workshops e debates fortalecendo a colaboração e o intercâmbio entre o Brasil e a Dinamarca na área de teatro infantil. Leia mais sobre as visitas do ano passado aqui: 
» canalcurumim.brazildenmark.org/?p=339 
» e aqui: canalcurumim.brazildenmark.org/?p=331

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Ficou curioso? Quer participar? Não precisa ser convidado especial para participar do encontro. Para vivenciar o Aprilfestival basta ir a Holstebro entre os dias 30 de março e 6 de abril. Todos os espetáculos tem entrada franca, tanto para crianças quanto para adultos. Em relação à acomodação não precisa se preocupar, existem muitos Bed and Breakfasts, além dos hostels e hotéis espalhados pelo município. Veja mais sobre a história do festival aqui: 
» canalcurumim.brazildenmark.org/?page_id=35
» Você também pode encontrar a programação completa do festival no site oficial: www.info.aprilfestival.dk


A longa história do teatro infantil Dinamarquês.

O Teatro infantil na Dinamarca tem uma história muito longa. No ano de 1500 começavam a ser realizados teatros na escola, tendo aluno como atores. “Skolekomedier” (teatros nas escolas). Ainda é uma tradição nas escolas ter o teatro como curso.

Até 1960, o teatro infantil profissional era dramatizações. Entretanto, durante a década de 60 começou o pensamentos sobre o teatro infantil como uma área dramática independente, com próprio conteúdo e jeito. Foram desenvolvidos também teatros infantis que viajavam por todo o país, agindo nas bibliotecas, escolas e outros espaços públicos.

Estes teatros revolucionaram a percepção de experiências teatrais infantis. Hoje em dia, teatro infantil não mais é uma instituição de educação ou um parque para entretenimento inofensivo, é uma forma de colocar as opiniões das crianças na cena.

O teatro infantil dinamarquês é desenvolvido com qualidade e quantidade, hoje em dia existem mais de 130 companhias, esses teatros podem ser como o teatro adulto, sobre vida e morte, felicidade e sofrimento, guerra e paz.

Essas peças são a explorações dramáticas, de maneira infantil, um jeito diferente de compreender e vivenciar o mundo. O repertório é abrangente e mostra performances para todas as faixas etárias.

O Teatro infantil dinamarquês foi responsável por inovações significativas do teatro dinamarquês desde 1970, e ganhou reconhecimento internacional. “Børneteateravisen” é um jornal publicado de quatro a cinco vezes por ano, informando sobre o teatro infantil.